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“Somos Um”: 105ª Semana Batista marca um novo tempo de unidade para os Batistas brasileiros

Programação reuniu Igrejas de todo o país em dias de louvor, decisões administrativas, capacitação, missões e renovação do compromisso com o Evangelho.

 

A 105ª Semana Batista da Convenção Batista Brasileira (CBB) foi realizada entre os dias 19 e 25 de janeiro de 2026, em Salvador - BA, reunindo mais de 4 mil inscritos de diversas regiões do país em torno do tema “Somos Um”, fundamentado na divisa bíblica de João 17.11.

 

A programação contou com a participação dos preletores Jedaías Ferreira de Azevedo, Paschoal Piragine Jr., William Menezes e Heber Aleixo, e foi marcada também pela eleição da nova diretoria da Convenção Batista Brasileira, presidida pelo pastor Raphael Abdalla, tendo como vice-presidentes Erivaldo Barros, William Menezes e Vanderlei Marins, além das secretárias Magnoneide Matos, Débora Xavier, Jemima Oliveira Caetité e Ana Caroline da Silva Martins, eleitas para o novo período administrativo. 

 

1ª sessão 

A sessão foi oficialmente aberta com a composição da mesa diretora da 105ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB), apresentação do tema “Somos Um”, da divisa bíblica em João 17.11 e da música oficial, seguida de momentos de louvor congregacional. 

Na ocasião, foram nomeadas as comissões regimentais da Assembleia — Apoio Parlamentar, Atas, Programa e Indicação — além das diretorias das Câmaras Setoriais de Missões e Ação Social, Educação Ministerial e Educação Cristã. 

 

Em sua saudação, o pastor Erivaldo Barros de Oliveira, presidente da Convenção Batista Baiana, destacou o caráter histórico do retorno da Assembleia a Salvador, cidade onde, em 1907, 43 mensageiros deram início à Convenção Batista Brasileira, bem como às organizações missionárias nacionais e mundiais. 

O pastor ressaltou ainda outros marcos históricos vividos na capital baiana, como o surgimento da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, em 1940, e a realização de grandes assembleias ao longo das décadas. “Salvador sempre esteve na vanguarda, sendo bênção para os Batistas brasileiros”, afirmou, agradecendo à liderança nacional, aos voluntários, às Igrejas anfitriãs e às autoridades presentes. 

 

O pastor Fernando Brandão, diretor executivo da CBB, compartilhou um testemunho pessoal ligado à atuação educacional dos Batistas baianos, destacando sua trajetória no Colégio Batista Taylor-Egídio. Em tom emocionado, afirmou: “Sou baiano e Batista com muita alegria”, expressando gratidão pelo investimento histórico da denominação na educação e na formação de vidas. 

 

A sessão contou ainda com um momento cívico solene, acompanhado pela Banda da Polícia Militar da Bahia, com entrada das bandeiras e execução do Hino Nacional Brasileiro. Devido ao grande número de participantes, a organização disponibilizou um auditório auxiliar com telão para cerca de 400 pessoas. 

 

Presença de autoridades civis 

A abertura foi prestigiada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de outros parlamentares. Em sua fala, o prefeito Bruno Reis destacou a alegria de Salvador em voltar a sediar a Assembleia após quase 30 anos. “É uma honra termos vocês em nossa cidade para momentos de fé e decisões importantes da Convenção Batista Brasileira. Vida longa a esta Convenção”, declarou.  Já o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a relevância do tema da Assembleia. “Somos Um não é apenas um slogan, mas a concepção do que a Convenção Batista carrega. É um chamamento à paz, à justiça e ao cuidado com as pessoas”, afirmou. 

 

Representando os Batistas brasileiros, o pastor Irland Pereira de Azevedo, presidente emérito da CBB, expressou gratidão às autoridades pela hospitalidade e relembrou princípios históricos da fé Batista, reforçando o compromisso da denominação com o bem comum e com o Evangelho. 

 

A sessão também contou com uma mensagem em vídeo de Elijah Brown, secretário geral da Aliança Batista Mundial, que destacou o chamado à unidade e ao compartilhamento do Evangelho em todo o mundo. 

 

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a participação do Coro Real, formado por Mensageiras e Embaixadores do Rei, simbolizando a união entre gerações e proclamando, em uma só voz, que “somos um”. 

 

A mensagem bíblica foi ministrada pelo pastor Jedaías Ferreira de Azevedo, com base em II Crônicas 30.12 e I Coríntios 1.10. Em sua exposição, ele enfatizou que a unidade é um princípio espiritual e não institucional. “Autonomia não é independência. Não fomos chamados para viver isolados, mas para responder juntos ao chamado de Deus”, afirmou. O preletor destacou ainda que unidade não significa uniformidade, mas alinhamento de propósito, coração e missão em Cristo, lembrando que vaidades, feridas e falta de santificação comprometem a comunhão. A mensagem foi encerrada com um momento de oração, em que os participantes intercederam uns pelos outros. 

 

2ª sessão 

A Segunda Sessão da 105ª Semana Batista, realizada na manhã do dia 22 de janeiro, foi marcada por momentos de louvor, reflexão bíblica, decisões administrativas, posse de lideranças e forte ênfase na unidade espiritual e na cooperação entre os Batistas brasileiros. 

Os trabalhos foram iniciados com oração, cânticos congregacionais e um momento de integração entre os mensageiros, reforçando o lema “Somos Um”. O ambiente foi marcado por alegria, reverência e senso de pertencimento, evidenciando a diversidade regional reunida em um mesmo propósito. 

O momento devocional foi conduzido pelo pastor Ivan Dias, da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro - RJ, que trouxe uma reflexão baseada em Efésios 4.3, destacando que a unidade da Igreja não é produzida pela organização humana, mas pelo agir do Espírito Santo. Durante a meditação, foi enfatizado que a Igreja não é chamada a criar a unidade, mas a preservá-la, por meio de atitudes espirituais como humildade, mansidão, longanimidade e amor. “Aquilo que o Espírito produz, a Igreja preserva”, afirmou, lembrando que a vigilância espiritual é essencial para proteger a comunhão do Corpo de Cristo. 

A sessão contou com comunicados institucionais e saudações de representantes Batistas de outras regiões e países. Houve destaque para a atuação da Convenção das Igrejas Batistas Brasileiras na América do Norte (CIBBAN) e para a parceria histórica entre Batistas brasileiros e latino-americanos. 

Também foram apresentados convites para eventos internacionais, como a celebração dos 50 anos da União Batista Latino-Americana (UBLA), que acontecerá no Rio de Janeiro, com incentivo especial à participação dos Batistas brasileiros. 

Cooperação como expressão da unidade 

Um dos momentos centrais da Segunda Sessão foi a ênfase no Plano Cooperativo, com palavras de gratidão às igrejas, convenções estaduais e organizações que contribuem de forma fiel para a obra Batista no Brasil, na América Latina e no mundo. 

Líderes nacionais destacaram que a cooperação sustenta missões, educação teológica, ação social e projetos evangelísticos, lembrando que esse princípio acompanha os Batistas desde os primórdios da denominação no país. Representantes das Mulheres Batistas do Texas foram homenageadas, em reconhecimento ao apoio histórico ao trabalho missionário no Brasil. 

Posse das diretorias das organizações batistas 

A Segunda Sessão também foi marcada pela posse das novas diretorias das organizações da CBB. O momento foi acompanhado por oração de consagração, pedindo a direção de Deus sobre cada liderança eleita, para que atuem com fidelidade, unidade e compromisso com a missão. 

Mensagem do presidente da CBB 

A mensagem da sessão foi ministrada pelo pastor Paschoal Piragine Jr., então presidente da Convenção Batista Brasileira, que destacou que o maior desafio da unidade hoje não é estrutural, mas espiritual. 

Em sua palavra, o pastor ressaltou que a verdadeira unidade nasce de uma comunhão pessoal e profunda com Cristo e se expressa em relações fraternas, cooperação e sensibilidade às diferentes realidades das igrejas espalhadas pelo país. “A unidade que sustenta a missão nasce de corações alinhados com o Senhor”, afirmou. 

Ele também alertou para o risco de decisões desconectadas da realidade da maioria das igrejas brasileiras, reforçando o chamado à empatia, ao discipulado e ao cuidado mútuo dentro da família Batista. 

 

A Segunda Sessão foi encerrada com momentos de oração, louvor e gratidão, colocando diante de Deus os trabalhos da Assembleia, a ação evangelística na cidade de Salvador e o compromisso dos Batistas brasileiros com a unidade e a missão. 

 

3ª sessão

A Terceira Sessão da 105ª Semana Batista, realizada na tarde do dia 22 de janeiro, foi marcada pela apresentação de relatórios administrativos e financeiros, evidenciando avanços significativos na gestão, na governança e na transparência da Convenção Batista Brasileira (CBB) e de suas instituições. 

A sessão teve início com um momento devocional ministrado pelo pastor Adelson Santa Cruz, pastor da Primeira Igreja Batista em Jequié - BA, centrado na unidade da Igreja por meio da oração, destacando que o avanço da obra cristã acontece quando o povo de Deus caminha unido espiritualmente. A reflexão bíblica fez referência ao livro de Atos, ressaltando que, mesmo diante de perseguições e desafios, “a Palavra do Senhor crescia e prevalecia”, pois a Igreja permanecia firme em oração. 

Na sequência, foi realizado um momento de oração comunitária, intercedendo pela Convenção Batista Brasileira, pelas igrejas locais, pelos pastores, líderes e pela programação missionária da Semana Batista. O clamor coletivo reforçou a dependência de Deus como fundamento da unidade e da missão denominacional. 

Relatórios e prestação de contas 

A Terceira Sessão foi dedicada, em grande parte, à apresentação e apreciação de relatórios do Conselho Geral, do Conselho Fiscal e da Comissão de Revisão de Estatuto e Regimento Interno, reforçando o compromisso da CBB com a boa governança e a responsabilidade administrativa. 

O relatório do Conselho Fiscal apresentou uma análise detalhada das demonstrações contábeis da Convenção Batista Brasileira, referentes ao exercício financeiro, destacando crescimento patrimonial, manutenção de liquidez e cuidado na administração dos recursos. 

 

Avanços na recuperação de instituições educacionais 

Durante a sessão, também foram apresentados relatórios referentes às instituições educacionais ligadas à CBB, com destaque para os seminários teológicos e o Colégio Batista Shepard. Os dados apontaram avanços expressivos na recuperação financeira e administrativa dessas instituições, incluindo a saída de cenários de risco, superávits operacionais e melhorias nos controles internos. 

Os relatos evidenciaram que, após anos de desafios, a adoção de práticas de gestão profissional, auditorias, reorganização de processos e acompanhamento sistemático tem produzido resultados positivos, trazendo estabilidade e perspectivas de crescimento. Líderes destacaram que o processo de recuperação ainda está em andamento, mas já demonstra frutos concretos. 

Gestão patrimonial e responsabilidade institucional 

Outro ponto abordado foi a gestão patrimonial da denominação, com esclarecimentos sobre a manutenção, recuperação e uso responsável dos bens vinculados à Convenção Batista Brasileira. Foi ressaltado que decisões jurídicas e administrativas têm sido tomadas para proteger o patrimônio denominacional, garantir sustentabilidade financeira e viabilizar investimentos estratégicos para a missão. 

A liderança enfatizou que essas ações visam assegurar que os recursos da denominação continuem servindo às igrejas, às missões e à formação ministerial, sempre com responsabilidade, transparência e alinhamento aos princípios cristãos. 

 

Reconhecimento, gratidão e espírito de continuidade 

Durante as manifestações do plenário, houve expressões de gratidão à diretoria, aos conselhos e às equipes técnicas, reconhecendo o caráter histórico do momento vivido pela Convenção Batista Brasileira. Líderes destacaram que, após anos de dificuldades financeiras e administrativas, a denominação vive um novo tempo, marcado por organização, clareza e confiança. 

Também foi reforçada a importância da continuidade administrativa, do trabalho coletivo e da valorização de profissionais capacitados na gestão das instituições, evitando improvisações e assegurando decisões responsáveis para o futuro da obra batista no Brasil. 

Ao final da Terceira Sessão, foram lidas e aprovadas as agendas da Quarta e da Quinta Sessões, incluindo a Noite Missionária da Junta de Missões Mundiais e a eleição da Diretoria. 

 

Quarta sessão 

A Quarta Sessão da 105ª Semana Batista foi marcada pela Noite Missionária da Junta de Missões Mundiais (JMM), um dos momentos mais emocionantes da programação, reunindo louvor, oração, testemunhos e relatos do avanço do Evangelho entre povos não alcançados ao redor do mundo. 

A abertura foi conduzida por Elvira Rangel, que atuou como missionária da JMM no Uruguai, que destacou o caráter celebrativo e missional da noite. “Esta é uma noite para celebrar, porque missões nasceu no coração de Deus. Ele nos enviou para anunciar que Jesus voltará”, afirmou, lembrando que o trabalho missionário brasileiro já alcança 97 países. 

Em um testemunho pessoal marcado pela emoção, Elvira compartilhou sua trajetória missionária, iniciada ainda na adolescência. “Quando eu tinha 12 anos, eu disse ao Senhor: ‘Eis-me aqui’. Já se passaram 50 anos, e posso afirmar que quando Deus chama e envia, Ele caminha junto com os missionários.” 

Ela relembrou os 42 anos de serviço junto à Junta de Missões Mundiais, destacando a fidelidade de Deus ao longo do tempo. “Nada nunca nos faltou. A promessa do Senhor continua viva: ‘Eis que estou convosco até a consumação do século’”, declarou. 

A programação seguiu com momentos de louvor congregacional. O ambiente foi marcado por forte senso de unidade, com a Igreja reunida declarando que Cristo venceu e que a missão continua “até que Ele venha”. 

Sementes e colheitas: testemunhos do campo 

Durante a noite, missionários compartilharam testemunhos do campo transcultural, reforçando o tema “Sementes e Colheitas”. Um missionário atuante no Vietnã destacou que os frutos colhidos são resultado direto da cooperação das igrejas brasileiras. “Porque vocês lançaram sementes, hoje podemos compartilhar aquilo que Deus está fazendo do outro lado do mundo.” 

Ele apresentou sua família e ressaltou que muitos dos testemunhos narrados não aparecem em relatórios públicos. “O que estamos vivendo são histórias que você não encontra na internet, mas no agir silencioso de Deus salvando vidas”, afirmou. 

Também houve relatos do início de trabalhos missionários entre povos não engajados, além de testemunhos vindos da Índia, evidenciando conversões, respostas de oração e transformação de famílias inteiras. 

 

Programa de Adoção Missionária e intercessão 

Outro destaque da noite foi a ênfase no Programa de Adoção Missionária (PAM), apresentado pelos missionários Denise e Ricardo Santos, que reforçaram o papel essencial da igreja no sustento da obra missionária. “Missões não é apenas para quem vai. É também para quem ora, sustenta e decide participar do que Deus está fazendo no mundo.” 

Eles ressaltaram que a adoção missionária permite que os obreiros no campo se dediquem integralmente à plantação de Igrejas, discipulado e formação de líderes. “Quando vocês fazem a parte de vocês, nós conseguimos fazer a nossa”, afirmaram. 

A importância da intercessão missionária também foi amplamente destacada. “A intercessão é um ativo indispensável para completar a missão”, enfatizou Denise Santos, ao compartilhar testemunhos de respostas diretas à oração em países de contexto sensível. 

 

Clamor pelo Irã e pelos povos perseguidos 

Um dos momentos mais solenes da Quarta Sessão foi o chamado à oração pelo Irã, com um apelo direto à igreja para interceder pela liberdade religiosa e pelas famílias atingidas pela perseguição. “Clame por aqueles que ainda não conhecem o Senhor. Enquanto houver quem não ouviu, a missão não terminou”, declarou o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM, em vídeo. O plenário foi convidado a se colocar de joelhos, simbolizando a dependência de Deus e o compromisso espiritual com os povos que vivem em contextos de dor e opressão. 

 

Música da campanha e compromisso com a missão 

A noite também marcou a apresentação da música oficial da Campanha de Missões Mundiais 2026, composta por missionários da sede da JMM. A canção foi apresentada como mais que um louvor, mas como um grito de esperança e compromisso. “A música da campanha é o reflexo de vidas que vivem missões todos os dias”, destacou a liderança. 

Em um gesto simbólico, os participantes foram convidados a acender a luz de seus celulares, declarando em uníssono: “Juntos somos mais fortes. Juntos somos um. Juntos vamos completar a missão.” 

Quinta sessão 

A sessão teve início com louvor congregacional e momento devocional foi conduzido pelo pastor Rainerson Israel, da Igreja Batista Casa Viva, no Rio de Janeiro - RJ, que ministrou a partir de Romanos 8.29-30, chamando a igreja a compreender a santidade como expressão do propósito eterno de Deus. O preletor afirmou que o mundo não aguarda mais discursos religiosos, mas uma vida transformada. “O mundo não espera mais discursos da igreja. O mundo espera um testemunho. E o testemunho mais eloquente que a igreja pode dar ao mundo é uma vida de santidade.” 

Ele destacou que a santidade não representa isolamento ou fuga da realidade, mas um testemunho corajoso diante da sociedade. “A santidade não é uma fuga. É um testemunho. Não é isolamento, é revelação.” 

Ao tratar da condição humana após a queda, o pastor enfatizou que somente a obra redentora de Cristo é capaz de transpor o abismo gerado pelo pecado. “O ser humano não está apenas ferido. Ele está mortalmente caído. E esse abismo só pode ser atravessado pela salvação em Cristo Jesus.” 

Rainerson reforçou que o propósito eterno de Deus é conformar o seu povo à imagem de Cristo. “Fomos predestinados para sermos como Jesus. Esta é a destinação eterna mais extraordinária que alguém pode receber.” 

Encerrando o devocional, o pastor conclamou a igreja a viver uma fé encarnada e visível. “Que não seja mais eu quem viva, mas Cristo viva em mim. Esse é o maior presente que a igreja pode oferecer ao mundo.” 

Aprovação do Estatuto e do Regimento Interno 

Na sequência, a sessão avançou para um dos momentos mais decisivos da Assembleia: a votação das reformas do Estatuto e do Regimento Interno da Convenção Batista Brasileira. As alterações foram analisadas ponto a ponto, com amplo espaço para esclarecimentos, debates e manifestações do plenário. 

Entre os destaques aprovados estão adequações na estrutura administrativa, critérios de elegibilidade para cargos, ajustes na organização das áreas educacionais e ministeriais, além da consolidação do Instituto Batista de Educação da Convenção Batista Brasileira (IBE-CBB) como órgão responsável pela gestão unificada das instituições educacionais. 

Após debates técnicos e manifestações do plenário, o Estatuto foi aprovado. O momento foi recebido com aplausos, reconhecendo a importância histórica da decisão para o futuro da denominação. 

Regimento Interno também é atualizado 

Em seguida, os mensageiros aprovaram as alterações do Regimento Interno, alinhando-o às mudanças estatutárias. As atualizações incluíram ajustes nos processos eleitorais, na organização das assembleias e na nomenclatura de órgãos e organizações da Convenção. 

Chamado à oração antes da eleição da diretoria 

Antes do início do processo eleitoral, o presidente da mesa destacou a singularidade do modelo Batista de governança, baseado na liberdade, na participação do plenário e na condução do Espírito Santo. “Esse trabalho não é de um presidente, nem de uma diretoria. Esse trabalho é de Deus e é para a glória de Deus.” 

 

Em um momento marcado por emoção e gratidão, o pastor William Menezes foi apresentado antes de ministrar a Palavra, com um testemunho que relembrou sua trajetória de fé e serviço na Igreja. A apresentação destacou o crescimento espiritual e ministerial do pastor, desde a infância até sua atuação atual. 

 

Ao recordar o passado, pastor João Emílio Cutis, da Primeira Igreja Batista de Irajá - RJ, conduziu o momento ressaltou a fidelidade de Deus ao longo dos anos. “Há alguns anos, o pastor William era apenas um menino. Houve quem dissesse que ele não deveria mais frequentar a Igreja. Mas o tempo passou, ele permaneceu, se converteu, sentiu o chamado para o ministério, foi ao seminário e hoje é uma grande bênção para adolescentes e líderes”, afirmou, sob aplausos da Igreja. 

Em testemunho, o pastor compartilhou sua própria história de conversão e vocação ministerial, destacando o papel da Igreja local em sua formação. “Eu sou fruto de uma Igreja Batista. Foi ali que me converti, recebi meu chamado pastoral, fui batizado, encontrei a mulher da minha vida e tive meu seminário pago pela Igreja, porque eu não tinha condições”, relatou. 

Durante a mensagem, o pastor enfatizou sua convicção no trabalho com crianças, adolescentes e jovens, reforçando a importância de investir nas novas gerações. “Eu acredito no que Deus está fazendo através das Igrejas Batistas brasileiras. Existem muitos ‘Williams’ espalhados pelo Brasil e pelo mundo que precisam entrar em uma igreja para conhecer Jesus Cristo”, declarou. 

Ao longo da pregação, o pastor apresentou testemunhos do ministério de adolescentes e do ministério de esportes da igreja, destacando que o crescimento não se resume a números, mas a vidas transformadas. “Eu não falo de números, eu falo de vidas. O esporte tem sido uma ferramenta para salvar vidas e conduzir pessoas a um encontro com Cristo”, afirmou. 

Encerrando, o pastor William desafiou a Igreja a viver o chamado de Deus com fidelidade, intimidade espiritual e compromisso com a nova geração. “Nós precisamos ser conhecidos como uma geração que tem intimidade com Deus. Não existe vida cristã sem Bíblia e oração”, enfatizou. William Menezes também ressaltou que investir em adolescentes, jovens e universitários é investir no presente e no futuro da missão. 

 

Sexta sessão

Na tarde de sexta-feira (23), foi realizada a 6ª Sessão da 105ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB), dedicada às Câmaras Setoriais, em um momento estratégico de prestação de contas, avaliação de resultados e alinhamento das ações institucionais com os Batistas brasileiros. 

A sessão foi marcada pelo compartilhamento dos principais avanços registrados ao longo de 2025, bem como pela apresentação das atividades em andamento no ano em curso, envolvendo instituições e organizações ligadas à Convenção. Os relatórios evidenciaram o alcance e a relevância do trabalho desenvolvido em diferentes áreas da atuação Batista no Brasil. 

Participaram da programação as três Câmaras Setoriais da CBB: Missões e Ação Social, Educação Ministerial e Educação Cristã, que apresentaram dados, projetos e perspectivas relacionadas ao fortalecimento da missão, à formação de líderes e ao ensino cristão nas Igrejas. 

 

Sétima sessão 

A sétima sessão da 105ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira foi marcada por uma intensa Noite Missionária promovida pela Junta de Missões Nacionais (JMN). Com o tema “Como ouvirão?” 

 

Durante a programação, foi enfatizada a urgência de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo aos povos não alcançados, tanto em contextos distantes quanto dentro do próprio território brasileiro. “Há mundos escondidos nas florestas, às margens dos rios, no coração do sertão, nas vielas das grandes cidades, nas comunidades ribeirinhas, quilombolas, ciganas, indígenas, entre dependentes químicos, encarcerados, refugiados e crianças invisíveis”, destacou um trecho da apresentação exibida durante a noite. 

 

Em clima de unidade e adoração, os participantes louvaram a Deus em diferentes expressões culturais, entoando cânticos como “Aidi Glória Nec” (“A Ele a glória”), reafirmando o compromisso coletivo com a missão de alcançar todos os povos para Cristo. 

 

Ao declarar aberta a Noite Missionária, um dos líderes ressaltou o impacto pessoal do chamado missionário. “Sempre pensei no hino ‘Não me falaram de Cristo’ e isso marcou profundamente a minha vida. Não queremos ouvir de ninguém um dia: ‘você não me falou de Cristo’. Por isso, seguimos anunciando que só Jesus transforma”, afirmou. 

 

A programação também destacou o trabalho da Junta de Missões Nacionais em diversas frentes pelo país, incluindo ações entre povos indígenas, ribeirinhos, sertanejos, surdos, ciganos, quilombolas e refugiados. Atualmente, a JMN mantém projetos em estados como Bahia, Tocantins, Paraíba, Roraima e Amazonas, unindo evangelização, plantação de Igrejas, formação teológica, educação e assistência social. 

 

Um dos momentos mais marcantes da noite foi o testemunho de missionários que atuam na Amazônia, relatando o surgimento da primeira igreja indígena organizada na comunidade de Marajaí. “A perseguição tentou impedir, mas o Evangelho floresceu. Deus usou vidas simples para plantar uma igreja onde antes não havia nenhuma presença cristã organizada”, relatou um dos missionários. 

A missionária indígena Kelma também compartilhou seu testemunho, emocionando o público ao narrar como foi alcançada pelo Evangelho em sua aldeia. “Eu não nasci em um lar cristão, mas hoje tenho o privilégio de ensinar, na minha própria aldeia, o Evangelho que transformou a minha vida”, declarou. 

Ao longo da noite, a pergunta que norteia o tema missionário ecoou diversas vezes entre os presentes: “Como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” 

A Noite Missionária reforçou que, enquanto houver povos não alcançados e comunidades sem testemunho do Evangelho, a Igreja não pode se calar, mas seguir anunciando que Jesus Cristo é a esperança para o Brasil e para o mundo. 

 

Oitava sessão 

Ao declarar oficialmente aberta a sessão, a liderança destacou o propósito do dia. “Hoje é um dia de painéis, dias onde vamos aprender, mas também um dia de decisões e deliberações. Tudo o que fazemos é para a glória de Deus”, afirmou o presidente da mesa diretora no momento inicial. 

A programação começou com um tempo de oração conduzido pelo pastor Davidson Freitas, diretor-executivo da Convenção Batista Carioca, que consagrou o dia ao Senhor e pediu direção divina para cada atividade. “Que possamos aprender muito nesta manhã com cada painel e que, à tarde, nas deliberações, a Tua vontade boa, agradável e perfeita seja manifestada”, orou. 

Capacitação e formação ministerial 

A oitava sessão foi marcada pelos Painéis de Estudos Temáticos, que se consolidam como um dos principais momentos de capacitação da Semana Batista. Sete temas estratégicos foram apresentados, abordando áreas essenciais para a vida e o crescimento das igrejas. 

Entre os destaques estiveram os painéis sobre crescimento de igrejas, ministrado pelo pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais; cidades estratégicas e missão urbana; educação cristã relevante para o contexto atual; ministério pastoral e os desafios do crescimento, além de reflexões sobre doutrinas e princípios batistas e o trabalho das mulheres batistas na multiplicação de discípulas. 

Durante a sessão, também foi enfatizado o papel dos seminários da Convenção Batista Brasileira na formação de líderes e vocacionados. Foram apresentados os cursos oferecidos pelo Seminário do Sul, no Rio de Janeiro; Seminário do Norte, em Recife; Seminário Equatorial, em Belém; e o Seminário de Educação Cristã, também em Recife, integrando o Instituto Batista de Educação. 

Na área editorial, a Convicção Editora marcou presença com o lançamento de obras voltadas à edificação da igreja, entre elas o livro “Culto Cristão: história, teologia e prática da liturgia cristocêntrica”, que propõe reflexões teológicas e pastorais sobre a centralidade de Cristo no culto. 

Unidade denominacional e expectativa para os próximos dias 

Além da capacitação, a oitava sessão foi marcada por momentos de comunhão e testemunhos de mensageiros que participaram pela primeira vez da Assembleia. Para muitos, a experiência reforçou o senso de pertencimento e unidade. “É um investimento na vida espiritual e no ministério. Aqui percebemos que nossa visão é uma só: somos um”, afirmou um dos participantes. 

Ao final da manhã, foram apresentadas e aprovadas as agendas da nona e da décima sessões, que encerrariam a programação da 105ª Semana Batista, incluindo a Noite da Juventude e a posse oficial da nova diretoria da CBB. 

 

Nona sessão 

A nona sessão da 105ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB) foi realizada na tarde de sábado (24). 

A programação teve início com um momento devocional conduzido pelo pastor Sammy Tippit, que compartilhou uma reflexão sobre a importância da unidade no Corpo de Cristo. Em sua mensagem, o pastor enfatizou a necessidade de a Igreja caminhar de forma conjunta, com “uma só mente, um só propósito e um só coração”. 

Ao abordar o valor da cooperação entre os cristãos, o pastor Sammy destacou que a unidade potencializa a missão da Igreja. “Quando nossos pontos fortes complementam os pontos fracos uns dos outros, nós somos um só, e então podemos marchar como um grande exército e fazer grandes coisas para o Senhor”, afirmou. 

Após o momento devocional, a sessão seguiu para o período deliberativo, no qual foram apresentados e apreciados relatórios de importantes comissões e câmaras setoriais da denominação. Entre os relatórios apresentados estiveram o da Comissão de Renovação dos Conselhos, relatado pelo pastor Diego Bravim; da Comissão de Orador e Assuntos Especiais, com relatório do pastor Samuel Amaro; e das Câmaras Setoriais de Missões e Ação Social, apresentadas pelo pastor Nelson de Andrade Pacheco. 

Também foram ouvidos os relatórios das câmaras de Educação Ministerial, com relatoria do pastor Vanderlei Batista Marins, e de Educação Cristã, apresentados pelo pastor Rafael Tamazini, reforçando o compromisso da Convenção com a formação teológica e o fortalecimento da educação cristã nas Igrejas. 

 

10ª sessão 

A sessão foi marcada pela realização da Noite da Juventude Batista Brasileira, que evidenciou o crescente envolvimento das novas gerações na vida denominacional. Crianças, adolescentes e jovens de diferentes regiões do país participaram ativamente da programação, conduzindo momentos de louvor e adoração que expressaram unidade, entrega e paixão pelo Reino de Deus. 

 

Durante a noite, lideranças destacaram a importância da juventude na continuidade da obra Batista no Brasil. “É inspirador ver uma juventude comprometida com Cristo, com a igreja e com a missão. O futuro da nossa denominação passa por aqui”, afirmou pastor Fernando Brandão. 

 

Além da Noite da Juventude, a décima sessão foi marcada pela posse oficial da nova Diretoria da Convenção Batista Brasileira e do Conselho da Juventude Batista Brasileira (JBB). 

 

A mensagem foi ministrada pelo pastor Heber Aleixo, que destacou a unidade como fundamento espiritual, ético e missionário da vida batista, reafirmando que ela não se limita a acordos institucionais, mas se expressa no modo de viver, relacionar-se e testemunhar Cristo. 

Ao refletir sobre João 17.11 e Efésios 4.1–6, o orador enfatizou que a unidade nasce no coração de Deus e é gerada pelo Espírito Santo, cabendo à igreja o compromisso de preservá-la no cotidiano. “Essa unidade não é criada por nós. Ela é obra do Espírito. O nosso papel é guardá-la”, afirmou. 

A mensagem ressaltou que a diversidade litúrgica e cultural das Igrejas Batistas não enfraquece a denominação, mas revela sua riqueza, desde comunidades mais tradicionais até contextos contemporâneos, todas unidas pela mesma fé em Cristo. “Igreja é unidade, não uniformidade. Deus não nos fez todos iguais, mas nos fez um em Cristo.” 

 

O pregador destacou que a verdadeira unidade se manifesta na prática diária, especialmente na forma como os cristãos lidam com divergências, debates e processos decisórios. “Quando somos maduros, não discutimos pessoas, discutimos ideias”, pontuou. 

 

Ao tratar das virtudes cristãs apresentadas pelo apóstolo Paulo, como humildade, mansidão, longanimidade e amor, a mensagem alertou que a unidade começa no interior do coração e se reflete nas palavras e atitudes, inclusive no ambiente digital. “Unidade não é apenas o que falamos, mas também aquilo que digitamos.” 

 

A mensagem foi alternada por testemunhos pessoais e históricos, evidenciando como a fidelidade de gerações passadas impacta o presente da denominação. Relatos envolvendo missionários, líderes históricos e experiências familiares reforçaram que a identidade batista é marcada por histórias de graça, transformação e serviço. 

 

Um dos destaques foi a lembrança do cuidado pastoral e missionário que alcançou famílias em situação de extrema vulnerabilidade, ressaltando que a obra de Deus atravessa gerações e produz frutos duradouros. “Essa é a denominação que nos abraça, repleta de histórias de homens e mulheres alcançados pela graça de Deus.” 

 

Encerrando a mensagem, pastor Heber reforçou que a unidade não se limita a momentos de culto ou emoção, mas se concretiza no perdão, no compromisso, no diálogo respeitoso e na caminhada conjunta entre gerações. “Não estamos passando o bastão. Estamos continuando a caminhada, juntos.” 

 

Em clima de gratidão, a CBB, em parceria com a Convenção Batista Baiana, realizou uma homenagem aos voluntários que atuaram nas mais diversas áreas ao longo da Semana Batista. “Nada disso seria possível sem o serviço fiel de cada voluntário. Vocês são parte essencial do que Deus fez nestes dias”, destacou pastor Erivaldo Barros, presidente da CBBA.

 

106ª Semana Batista 

A 106ª Semana Batista da CBB será realizada de 18 a 24 de janeiro de 2027, em Brasília – DF. As inscrições já estão abertas: www.bit.ly/semanabatista2027. Valor promocional até 15 de fevereiro.

Estevão Júlio, jornalista da Convenção Batista Brasileira, com a colaboração de Renata Costa e Priscila Oliveira, voluntarias na Comunicação da 105ª Semana Batista