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Em 71 anos de missão, Lar Batista se torna uma família para meninas no Espírito Santo

“A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como sincera e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e, especialmente, não se deixar corromper pelas filosofias mundanas” (Tg 1.27).

 

Dar uma família e condições de vida para meninas do nosso estado, essa é a missão do Lar Batista, que abriga meninas de 0 a 18 anos, e completou 71 anos em setembro. Atualmente, são três casas localizadas no município da Serra-ES, divididas por idades: de 0 a 13 anos; dos 13 aos 18 anos; e um apartamento que funciona como uma república para jovens de até 21 anos que não conseguiram se manter.

 

O projeto, que abriga as jovens adultas, mesmo após a determinação judiciária de que elas precisam deixar o lar, dá auxílio para que essas mulheres consigam independência financeira e social para seguirem sem uma tutela. Como em uma família, elas crescem no Lar Batista e, depois, são preparadas com todo apoio financeiro, profissional e intelectual para caminharem sozinhas.

 

A gestora geral do projeto, Márcia Fernandes, explica que o apartamento tem capacidade de abrigar seis jovens já assistidas pelo Lar Batista. Toda estrutura da república e todo pagamento relacionado a saúde, estudo, alimentação e vestuário é mantido pela Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES).

 

“Quando ela completa 18 anos, pela nossa legislação vigente judiciária ela precisa sair da casa Lar e algumas conseguem achar parentes etc. O projeto é para quando não conseguimos dar um norte a essa criança e ela não consegue voltar para o seio familiar, nem se manter, então, elas ficam na república até os 21 anos de idade. Nesse período, nós intensificamos o tratamento com elas em cursos de aperfeiçoamentos para o mercado de trabalho”, afirma.

 

A CASA LAR NÃO PARA

 

São 12 meses, sete dias na semana e 24h por dia de trabalho; a casa lar não para! No momento, sete crianças e cinco adolescentes são atendidas por educadores, que antes da pandemia cumpriam plantões de 24 horas. Agora, com a incidência da COVID-19, trabalham por quatro dias para diminuir o acesso de idas e vindas no lar.

 

As educadoras arrumam a casa, lavam as roupas e organizam toda a rotina de uma casa normal para as meninas assistidas. Além da moradia, o lar também oferece às crianças assistência médica, estudos, cursos de extensão, ou seja, uma rotina normal, que envolve até mesmo atividades extracurriculares como inglês, natação e ballet.

 

“As crianças fazem de tudo, estudam e vão para a escola. Hoje, nós temos uma criança que chegou em março, que não conseguiu ainda ser matriculada, não só por causa da pandemia, mas sim porque, quando ela chega, nós temos que dar todo o histórico dela imediatamente e ela veio de um estado em que nós não podíamos fazer isso no primeiro momento, porque precisava se recuperar fisicamente antes de ter uma rotina”, explicou a gestora geral, Márcia Fernandes.

 

VISITAS SUSPENSAS DEVIDO A PANDEMIA

 

Neste período de pandemia, as visitas estão suspensas desde março para preservar as crianças. As idas para casa dos padrinhos, amigos do lar que apadrinham as meninas, também foram canceladas devido à incidência da COVID-19. O Lar Batista conta com quatro Igrejas que contribuem com valor em dinheiro depositado em conta e uma Igreja que contribui todo mês com 20 kg de açúcar.

 

Os interessados em doar para o Lar Batista podem entrar em contato ‎pelo telefone (27) 3328-5165 ou pelo e-mail adm@larbatista.org.br.

 

Ana Nascimento, jornalista da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo