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Seminário Teológico Batista Mageense, no RJ, fala dos desafios para o novo tempo

Joecila Ayres Sant’Ana Silva, educadora Cristã na Igreja Batista Memorial em Mauá, em Magé - RJ; professora no Seminário Teológico Batista Mageense

 

O ano de 2020 mal começou e percebemos que, mais que um novo ano, viveríamos um novo tempo, uma história sem precedentes nos últimos cem anos. Normalmente, ao pensar em um “novo tempo”, o que imaginamos é a chegada de uma época cheia de conquistas, avanços, boas novidades... Mas não tem sido assim. O que vivemos é um tempo de isolamento social, perda de amigos, vizinhos e parentes, ansiedade, insegurança, incertezas... Um vírus mutante que conseguiu deixar o mundo de “pernas para o ar”.

 

O Seminário Teológico Batista Mageense, recém-inaugurado, funcionava há apenas

duas semanas quando um decreto do governador suspendeu as aulas em todo o estado do Rio de Janeiro em razão da pandemia. O que fazer agora? “Tudo bem! Vamos antecipar o recesso de julho e depois voltamos.” Mas os 15 dias se multiplicaram e, de novo, a pergunta: O que fazer agora?

 

Rapidamente percebemos estar diante de um enorme desafio. Se a suspensão das

aulas continuasse, os alunos poderiam perder a motivação e desistir. “Tudo bem, a internet está aí com mil possibilidades para continuarmos com as aulas.” Mil possibilidades? Sim, mas os desafios ainda eram imensos: redefinição das expectativas de aprendizagem; dificuldade para transformar uma aula presencial em virtual; adaptar o currículo e definir um plano de trabalho; definir a plataforma e as estratégias de ensino; professores tendo que se reinventar e lidar com as dificuldades no uso da tecnologia; tentar não repetir as falhas dos cursos EAD já existentes e tão impessoais…

 

Todo o esforço valeria a pena? Certos de que aquela agência de ensino foi criada com a permissão do Senhor entendemos que para este tempo de grandes desafios é que estávamos ali. Aceitando e vencendo cada um deles, seguimos em frente. Inicialmente, a opção foi enviar tarefas por e-mail, depois, videoaulas. Hoje usamos o Zoom, com aulas em tempo real e interação professor/aluno. Assim, o aluno mantém sua rotina de horários como se estivesse em aula presencial. A plataforma permite que, além das aulas, possamos avaliar a apresentação de trabalhos e a participação dos alunos.

 

Para eles, o maior desafio tem sido aprender a gerenciar o tempo dentro de casa e manter a disciplina de horários, desligando-se dos acontecimentos à sua volta e mantendo o foco. Difícil, também, lidar com uma internet de baixa qualidade que, com muito mais pessoas trabalhando em home office e alunos fora das escolas estudando por plataformas digitais, fica mais lenta e trava várias vezes.

 

 

 

Hoje, três meses depois, fica a certeza de que a missão foi cumprida e os desafios vencidos da melhor forma possível. Aprendemos que paciência, persistência, resiliência e compromisso nos ajudaram a avançar e chegar ao primeiro Conselho de Classe (virtual,

como não poderia deixar de ser) com uma avaliação positiva do trabalho realizado e dos resultados obtidos.

 

Sabemos que o vírus, em algum momento, será contido; novos tempos e novos desafios sempre existirão. Os motivos para superá-los também.

 

O STBM prossegue cumprindo o seu papel de formar obreiros preparados, “aprovados, que não têm do que se envergonhar e manejam bem a Palavra da Verdade”.

 

Que venham os novos desafios!