Artigo

O banquete está pronto

Este é um dos textos mais belos que temos nas Escrituras Sagradas. Jesus está na última semana de vida na terra. Ele está em Jerusalém e a multidão bradava em alto bom som: “Hosana Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 21.9).

 

Jesus era admirado pelo povo. As pessoas viam no Filho de Deus algo diferente. Suas palavras magnetizavam as pessoas. Seus ensinos estavam eivados da graça de Deus. A maneira como tratava as pessoas - especialmente os menos favorecidos, era o oposto do tratamento dado pelos líderes religiosos da época. Esses líderes - movidos por inveja, alimentavam o ódio contra o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e questionavam a autoridade com que Jesus realizava Suas obras (Mateus 21.23).

 

É neste contexto que encontramos a parábola contada por Jesus das bodas. O teólogo D.A. Carson diz: “Essa parábola condena o desprezo com que Israel - o povo de Deus, como um todo, trata a graça de Deus”. Gostaria de elencar alguns pontos para a nossa reflexão - tendo como pano de fundo a parábolas das bodas.

 

Em primeiro lugar, a provisão do Evangelho é farta (Mateus 22.4). Existe, no evangelho, uma farta provisão para todas as necessidades da alma humana. Há um suprimento de tudo quanto se requer para aliviar a fome e sede espiritual. No Evangelho temos perdão, paz com Deus e comunhão com Jesus Cristo. O teólogo João Charles Ryle diz: “O evangelho, em suma, é uma oferta de pão para o faminto, de alegria para o triste, de um lar para o desprezado, de um amigo para o perdido. O evangelho é boas novas”.

 

Em segundo lugar, a salvação oferecida pelo Evangelho é rejeitada por muitos (Mateus 22.3). Os convidados chamados pelos servos do Rei não deram o mínimo valor ao convite. De igual forma hoje - muitas pessoas ouvem a pregação do Evangelho, mas rejeitam o convite da graça, desprezando assim a oferta do amor de Deus. São pessoas que, por vezes, não fazem oposição ao Evangelho de Cristo, porém, não querem recebê-lo em seu coração.

 

Em último lugar, receber o convite e ir as bodas não significa que a pessoa está inclusa no Reino dos Céus (Mateus 22.9-14). O rei providenciou não só o banquete, mas também as vestes do casamento. Entretanto, alguém ali destoou. Um convidado não estava usando a veste oferecida pelo Rei. Este é o retrato daqueles que acham que podem entrar no céu por seu mérito e não pelo sangue de Cristo. Esse convidado recebeu o convite, entrou para a festa, mas não estava apto para o Reino dos Céus.

 

José Manuel Monteiro Jr.

pastor, colaborador de OJB