Uma Igreja saudável significa que ela tem saúde, vigor espiritual, que vive a espiritualidade bíblica, testemunhando de Cristo. Em Atos 2.42-47, há algumas características de uma Igreja saudável. Examinemos cada uma delas com humildade.
Uma Igreja que persevera na doutrina ou ensino dos apóstolos
Sim, uma Igreja que está comprometida com as Escrituras. Ela tem grande interesse e persevera intensamente na meditação da Palavra de Deus. Uma igreja fiel à Bíblia. Centrada na Palavra. Seus membros têm prazer em estudá-la e colocá-la em prática no dia a dia. Aprecia a exposição das Escrituras. Uma igreja que tem amor à revelação de Deus. Ela utiliza as Sagradas letras em todas as suas atividades.
Uma Igreja que persevera na comunhão e no partir do pão
Uma Igreja que leva a sério a Bíblia, está preparada para viver em comunhão. A Igreja é a comunidade dos redimidos no sangue de Cristo (I Coríntios 6.20). Ela vive a unidade com os seus dons e talentos. Ela tem prazer nos relacionamentos saudáveis. Satisfação na informalidade do partir do pão. Os seus membros vivem a aceitação, o perdão e a festa, especialmente no seu ministério evangelístico. Há, portanto, um ambiente de amor extravagante em Cristo Jesus para alcançar os perdidos.
Uma Igreja que persevera nas orações
A Igreja entende que a oração é a chave do despertamento espiritual e o consequente avivamento. A igreja que ora, cresce. A comunidade que intercede alcança o mundo. Onde se pratica a oração sincera, há poder. Deus se agrada ao ver Seus filhos orarem com um coração quebrantado e contrito (Salmos 51.17). Tiago ensina que “a oração do justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16). A oração quebra barreiras. Amolece corações. Amplia os horizontes. Une as pessoas. Age poderosamente no caos, trazendo a restauração de Deus. A igreja precisa perseverar nas orações.
Uma Igreja cheia de temor
Sim, a Igreja de Cristo é uma Igreja que considera a sublimidade, majestade e o poder de Jesus. Uma Igreja que anda em temor torna-se relevante na sociedade. Cumpre a sua missão (I Pedro 2.8,9). Pedro nos ensina que devemos “andar em temor durante o tempo da nossa peregrinação” (I Pe 1.17). Uma Igreja cheia de temor é uma igreja santa, que atrai os perdidos. Os seus encontros, os seus cultos são reverentes e um belíssimo testemunho da graça de Deus (Hc 2.20).
Uma Igreja vivendo a unidade cristã
A diversidade de dons e talentos torna a Igreja uma comunidade (comum unidade). A unidade em Cristo é que também atrairá pessoas à salvação. Viver a unidade cristã é colocar em prática o que Paulo ensina aos irmãos em Filipos: “sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (2.2). A igreja deve sempre expressar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Efésios 4.3). Vivamos, pois, a unidade cristã!
Uma Igreja cujos membros são liberais, têm prazer em repartir, em investir em pessoas
Só quem conhece a Cristo profundamente está liberto do poder do dinheiro e das coisas materiais (Mateus 5.19-24; Gálatas 5.1). Está desapegado das coisas deste mundo. Os membros do Corpo de Cristo têm prazer, deleite em contribuir, em investir na expansão do Reino de Deus. Eles sabem que tudo o que são e que têm, pertence a Deus (Salmos 24.1). Contidos no contentamento, temos prazer em repartir. O dinheiro é um assunto altamente espiritual. Vidas consagradas no altar de Deus têm prazer em investir em pessoas. O altar de Deus é o lugar onde vidas e bens são coerentemente oferecidos a Deus como culto racional (Romanos 12.1,2).
Denton Edwrd Rebok afirmou: “Homem algum é realmente cristão enquanto não desenvolve o senso cristão dos valores e pode manejar bem a riqueza que lhe é confiada. O cristianismo é apenas um evangelho parcial a menos que converta a mente, o coração, o tempo e a carteira de uma pessoa. Quando ele houver feito tudo isto – eis todo o evangelho. Assim, o cristianismo precisa incluir aspectos econômicos, morais, sociais e doutrinários” (O Ouro de Deus em Minha Mão, p.46). Fritz Kreisler, citado por Rebok, diz: “o violinista de fama mundial, diz: Não considero nunca eu mesmo, o dinheiro que ganho. É apenas um fundo confiado ao meu cuidado para o devido desembolso”. T. L. Cuyler diz: “Os cristãos devem considerar o dinheiro como um depósito. Eles são mordomos de Jesus Cristo no que respeita a tudo quanto possuem; e devem ver-lhe a imagem e inscrição em todo real que possuem”. “O dinheiro não pode subir aos céus, mas pode realizar coisas celestiais na terra”. “Através do dinheiro, Deus fala ao homem, ansioso por mostrar-lhe como tornar-se uma benção pelo seu uso sábio”. (citados por Walter Kaschel).
Uma Igreja vivendo a simplicidade de Cristo Jesus
Como Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus não tinha onde reclinar a Sua cabeça (Mateus 8.20). O Deus feito homem ou encarnado viveu aqui com tamanha simplicidade. Ele vivia intensamente com os rejeitados pela sociedade. Ele nos ensinou a sermos “simples como as pombas” (Mt 10.16). A igreja deve estar revestida da simplicidade de Cristo, egressa da manjedoura (Filipenses 2.5-8). Na sua simplicidade cristã, a Igreja de Jesus é eficiente e eficaz em sua comunidade. Um povo que tem paixão pelas pessoas perdidas. Como igreja, vivamos a simplicidade daquele que deu a Sua vida por nós!
Uma igreja que cresce de forma qualitativa e quantitativa
A Igreja que persevera na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir pão; nas orações; cheia de temor; experimentando a unidade em amor entre os seus membros; contribuindo com liberalidade; vivendo a simplicidade de Cristo, certamente há de crescer qualitativa e quantitativamente como a Igreja primitiva em Atos dos apóstolos (Atos 2.42-47; 4.32-37). Se plantarmos e regarmos a semente do evangelho, Deus dará o crescimento, fará multiplicar (I Coríntios 3.6).
Aspiremos ser essa Igreja saudável, plenamente comprometida com a mensagem da cruz, com a mensagem do evangelho de Jesus. Uma Igreja viva, atuante e perseverante, constituída de discípulos e discípulas de Jesus, sendo sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13-16). Que sejamos essa Igreja para a glória de Deus Pai.